TAG simone de beauvoir

The continuos work of our life, is to build death.

«The continuos work of our life,” says Montaigne, “is to build death.” He quotes the Latin poets: Prima, quae vitam dedit, hora corpsit. And again: Nascentes morimur. Man knows and thinks this tragic ambivalence which the animal and the plant merely undergo. A new paradox is thereby introduced into his destiny. “Rational animal,” “thinking reed,”…

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sabia que nunca mais ele sairia da minha vida

«A partir de agora, tomo conta de ti”, disse-me Sartre quando me anunciou que tinha sido admitida no curso dele. Tinha pendor pelas amizades femininas. A primeira vez em que o vira, na Sorbonne, usava chapéu e conversava animadamente com um varapau do curso de agregação e que eu achei muito feia. Ela desagradara-lhe logo;…

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Na sua vida, tudo ficaria sempre sem amanhã.

«Fui muito estúpido, pensou ele bruscamente. Devia tê-la convidado para sair há semanas, e agora tinha o quartel à espera, era tarde demais, aquela noite ficaria sem amanhã. Sentiu o coração apertado. Na sua vida, tudo ficaria sempre sem amanhã. Admirava de longe as belas histórias de paixão, mas um grande amor era como a…

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Tarde demais

«Havia dez anos que se deixara disso. Era tarde demais para recomeçar. Levantou uma cortina e na obscuridade dos bastidores acendeu um cigarro: ali teria pelo menos uma trégua. Tarde demais. Nunca seria uma mulher que possui um controlo exacto do seu corpo; o que hoje ainda poderia adquirir não tinha grande interesse: enfeites, floreados,…

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segundo sexo

“Viu-se que não houve, a princípio, mulheres livres que os homens teriam escravizado e que nunca a divisão dos sexos criou uma divisão em castas. Assimilar a mulher ao escravo é um erro. Houve mulheres entre os escravos, mas sempre existiram mulheres livres, isto é, revestidas de dignidade religiosa e social; elas aceitavam a soberania…

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