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	<title>Tiago Sousa &#187; raoul vaneigem</title>
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		<title>ideologias e política</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 13:27:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Sousa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;O Consumismo, por sua vez, suprimiu a crença nas ideologias, reduzidas ao estado de mercadorias nos intermutáveis expositores onde são exibidas. A política saldou os seus projectos de sociedade, aliás pouco convincentes, aplicando-se a satisfazer o hedonismo da sua clientela. Ao clarim do empenhamento e do sacrifício militantes substituiu-se o altifalante da venda promocional. Os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O Consumismo, por sua vez, suprimiu a crença nas ideologias, reduzidas ao estado de mercadorias nos intermutáveis expositores onde são exibidas. A política saldou os seus projectos de sociedade, aliás pouco convincentes, aplicando-se a satisfazer o hedonismo da sua clientela. Ao clarim do empenhamento e do sacrifício militantes substituiu-se o altifalante da venda promocional.</p>
<p>Os princípios do marketing só deixaram ao homem político uma ambição, a de ser comprado. A vontade de poder, que ontem lhe era prescrita pela actividade de se impor ao povo e de o governar, foi enfraquecendo no ridículo de exibições publicitárias sobretudo destinadas a provar que ele é consumível, e sem perigo.</p>
<p>Homem de palha ou caixeiro-viajante da acumulação financeira internacional, o político, num crescente mal-estar reveza a informação que circula, num delírio autístico, à velocidade do dinheiro enlouquecido. Mas como se faria ele ouvir, dispondo cada vez menos de palavras e cada vez mais de números? o que ganha na estima dos que nele mandam, perde-o em clientela. Deste modo se vê induzido a tornar-se em breve um homem de negócios.&#8221;</p>
<p>Raoul Vaneigem</p>
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		<title>sobre o trabalho</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 13:10:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Sousa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;O trabalho foi aquilo que o homem achou de melhor para nada fazer da sua vida. Mecanizou, quando se tratava de inventar uma constante vivacidade. Privilegiou a espécie à custa do indivíduo, como se fosse preciso, para perpetuar o género humano, uma pessoa renunciar à fruição de si mesma e do mundo produzindo a sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O trabalho foi aquilo que o homem achou de melhor para nada fazer da sua vida. Mecanizou, quando se tratava de inventar uma constante vivacidade. Privilegiou a espécie à custa do indivíduo, como se fosse preciso, para perpetuar o género humano, uma pessoa renunciar à fruição de si mesma e do mundo produzindo a sua própria desumanidade.</p>
<p>O estado planetário de ruína, isto a que conduziu a transformação da natureza numa matéria morta, mereceria ilustrar, nos futuros museus da barbárie arcaica, a salutar advertência: &lt;&lt;Aprendam e criar, nunca trabalhem!&gt;&gt;&#8221;</p>
<p>Raoul Vaneigem</p>
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