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The Philosophy of Misery;
Pierre-Joseph Proudhon
e a minha descoberta da semana vai para
Görecki; Symphony nº 3 OP 36 – Symphony of Sorrowful Songs
merece ser ouvida nos três movimentos mas este é o meu preferido
Filed under Uncategorized | Comment (0)simpáticas palavras na newsletter da flur
TIAGO SOUSA & JOÃO CORREIA
Insónia – Edição Limitada
LP Humming Conch – 16.50 eur
“Tiago Sousa não deveria ser um nome estranho. Esteve à frente da mui nobre editora Merzbau, que editou em formato físico e digital nomes tão diversos como B Fachada, Frango e Lobster e, como músico foi fundador dos Goodbye Toulouse, tocou com os Jesus The Misunderstood, mas tem-se destacado mais a solo, no seu piano, onde compõe peças intimistas que tanto tocam no universo de Rachels, Max Richter ou Sylvain Chauveau, como desvendam influências de Chopin e Satie. “Insónia” é o seu quarto álbum a solo, aqui ajudado por João Correia (percussão) e Ricardo Ribeiro (clarinete). São peças que expiram liberdade, bem trabalhadas, que gerem bem o seu tempo e espaço, aprofundam o ambiente intimista que criam, não deixando essa sugestão meramente ao acaso. É música onde apetece estar, habitar, e voltar a ela como se fosse uma primeira vez. A edição da Humming Conch é muito limitada. A capa é ilustrada pelo nosso Pedro Lourenço.”
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Crítica a Insónia no Ípsilon de hoje
Ao longo do seu percurso Tiago Sousa tem dado mostras de não se reger por convenções estilísticas. À frente da editora Merzbau impulsionou projectos portugueses tão diferentes como Noiserv, B Fachada, Lobster ou Frango, oriundos de fações como a pop, o
rock ruidoso ou o experimentalismo. Mas mesmo sabendo-se isso, “Insónia”, o seu terceiro álbum, lançado na editora alemã Humming Conch, acaba por surpreender.
Possui o tipo de espontaneidade que encontramos nas primeiras obras, apesar de já ser o seu terceiro
disco. Não é álbum facilmente categorizável. São sete peças instrumentais impressionistas, construídas maioritariamente por Tiago Sousa a partir do piano (toca também guitarra acústica e órgão), rodeado ocasionalmente pelos discretos, mas influentes, apontamentos percussivos de João Correia e pelo clarinete de Ricardo Ribeiro.
Há alusões à música clássica contemporânea, ao jazz, ou mais remotamente, a formatos pop mais livres, mas o que sobressai no conjunto, independentemente das escolas onde se inspira é o apuro formal na construção dos ambientes nocturnos e o libertar de
melodias emocionantes tocadas com enorme simplicidade.
É música de respiração interior, mas que não se fecha na sua redoma, procurando o espaço de partilha. Às vezes parece que Tiago acaricia as notas, espaçadamente, aspirando o silêncio, desenhando-o plasticamente como em “Movimento”, “Pêndulo”, ou “Insónia”.
em “Folha Caduca”, “Passos” ou “Surrealismo Impressionista” há mais laboratório, desejo de experiência, sem nunca serem abandonadas as sequências harmónicas, os contrapontos melódicos, um rasto de formas fluidas e de sons crepitando e projectando uma geografia intima onde apetece permanecer.
4/5
Vitor Belanciano