a outra face do fado – património da humanidade
será q este também é património da humanidade?
Filed under politics | Comment (0)Obsolescência Programada / Ou o paradigma de crescimento que nos deprime
entre ser isto ou ser outra coisa qualquer..
O que quer o anarquista? A liberdade —a liberdade para si e
para os outros, para a humanidade inteira. Quer estar livre da
influência ou da pressão das ficções sociais; quer ser livre tal qual
nasceu e apareceu no mundo, que é como em justiça deve ser; e
quer essa liberdade para si e para todos os mais. Nem todos podem
ser iguais perante a Natureza: uns nascem altos, outros baixos; uns
fortes, outros fracos; uns mais inteligentes, outros menos…
Mas todos podem ser iguais daí em diante; só as ficções sociais o evitam.
Essas ficções sociais é que era preciso destruir.
Era preciso destrui-las… Mas não me escapou uma coisa:
era preciso destrui-las mas em proveito da liberdade, e tendo sempre
em vista a criação da sociedade livre. Porque isso de destruir as
ficções sociais tanto pode ser para criar liberdade, ou preparar o
caminho da liberdade, como para estabelecer outras ficções sociais
diferentes, igualmente más porque igualmente ficções. Aqui é que
era preciso cuidado. Era preciso acertar com um processo de acção,
qualquer que fosse a sua violência ou a sua não-violência (porque
contra as injustiças sociais tudo era legítimo), pelo qual se
contribuísse para destruir as ficções sociais sem, ao mesmo tempo,
estorvar a criação da liberdade futura; criando já mesmo, caso fosse
possível, alguma coisa da liberdade futura.
—
Fernando Pessoa em O Banqueiro Anarquista
fazer, e fazer outra vez..
“Aplaudo de todo o coração a sua ideia de trazer a confronto todas as opiniões; demos ao Mundo o exemplo de uma iluminada clarividente tolerância, não nos façamos passar por apóstolos de uma nova religião, mesmo que seja a religião da lógica e da razão. Recolhamos e encorajemos todos os protestos, recusemos qualquer exclusivismo, qualquer misticismo; nunca consideremos esgotada uma questão e, depois de usarmos o nosso último argumento, voltemos ao princípio, se necessário com eloquência e ironia. Nestas condições, entrarei de bom grado na vossa associação; de outro modo, não!”
Proudhon em resposta a Marx quando este último o convidou a integrar a Internacional Socialista.
Filed under politics | Tags: karl marx, Proudhon | Comment (0)ainda a emigração
<<Depois de Passos Coelho ter apontado o caminho da emigração aos professores, agora é o social democrata Paulo Rangel que sugere a criação de uma agência nacional para ajudar os portugueses que queiram emigrar. As declarações do eurodeputado foram feitas ontem à noite no Conselho Nacional do PSD, onde o presidente do partido não falou com os jornalistas.>>
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/article1069604.ece
Não nos enganemos, o que está em curso é uma operação típica do capitalismo globalizado. Se Passos Coelho parasse dois minutos para pensar, ou se estivesse genuinamente interessado na recuperação económica do país, não lançaria tantos reptos à emigração. Senão vejamos, menos população equivale a menos impostos e menos consumo dentro de portas. Na sua inabilidade para gerir a situação o primeiro ministro só pode rezar para que as pessoas, cujo espírito de combate e consternação com as medidas do seu governo as possa impelir a ambicionar melhores condições de vida, se ponham a andar. Ao fazê-lo vai directamente ao encontro do interesse dos grandes centros do capitalismo globalizado, cujos destinos nos possam parecer neste momento mais apetecíveis, e com isso fornecer mão de obra a baixo custo. Qualquer pessoa compreende que fora do seu país de origem, um trabalhador vê-se ainda mais incentivado a aceitar qualquer tipo de trabalho por qualquer tipo de condições. Talvez com estas declarações se torne mais claro o verdadeiro papel dos governos das nações. Servirem de burocratas para a institucionalização e branqueamento do roubo generalizado a favor do grande capitalismo.
Filed under politics | Tags: apelo à emigração, emigração dos jovens, emigração dos professores, Passos Coelho | Comment (0)à conquista do pão
Por que razão pensar que pessoas não investidas em cargos públicos não sejam capazes de organizar por si a sua vida, quando aqueles que estão investidos de autoridade a organizam não para si mas para os outros?
Vemos hoje, pelo contrário, que nos campos mais diversos os homens organizam a sua vida infinitamente melhor do que os homens, que os governam, organizam as coisas para eles. Sem a mínima ajuda da parte do Governo, e mesmo apesar da sua ingerência, organizam-se empreendimentos sociais de todos os géneros: uniões operárias, sociedades cooperativas, companhias ferroviarias, cartéis e sindicatos. Se é necessário recolher fundos para trabalhos de interesse público, porque supor que pessoas livres não possam, voluntáriamente e sem violência, recolher os meios suficientes e realizar tudo aquilo que agora é feito por meio de impostos, se os empreendimentos em questão são verdadeiramente úteis a todos? Por que razão pensar que não possam existir tribunais sem violência? Um julgamento por pessoas da confiança dos litigantes foi coisa que sempre existiu e há-de existir e não exige o recurso à violência. Da mesma maneira não há razão para supor que o povo, por consenso comum, não possa decidir como deva ser partilhada a terra, para ser utilizada por todos.
Tolstoi
Filed under politics | Tags: tolstoi | Comment (0)os constantes apelos à desertificação do país:

pois…
” Tudo está escrito numa partitura, excepto o essencial ” Gustav Mahler
Filed under music | Tags: Mahler | Comment (0)Boicote ao Pagamento de Transportes Públicos
Boicote já!
A partir de 1 de Janeiro de 2012 começa já um Boicote ao Pagamento de Transportes Públicos. Os objectivo deste boicote são:
» Continuação dos passes 4_18, sub23 e sénior.
O boicote consiste em ocupar os transportes públicos sem validar, sem comprar títulos de viagem, sem pagar mensalidades e sem pagar multas. Estratégias como fugir à fiscalização, fornecer moradas falsas no momento do auto e protelar indefinidamente o pagamento das multas são formas de desobediência pacífica e aceitáveis.
E, apesar de todos os aumentos brutais, a qualidade dos transportes é cada vez mais degradante. A supressão de carreiras impede as população de se deslocarem para o centro. Deste modo, as pessoas serão obrigadas a recorrer a empresas de transporte privadas que irão praticar preços elevados.
O governo não tem ouvido os protestos contra a austeridade; tem ignorado o povo e imposto sacrifícios em benefício dos Bancos. Não chega refilar- é preciso subir o volume do protesto!
Toda a receita pública, todos os nossos impostos e todo o nosso trabalho está a ser canalizado para os Bancos . Estamos a ser roubados e a hipotecar o futuro dos nossos filhos. Há que por um travão a este sistema corrupto que usurpa o nosso dinheiro para o bolso dos barões da banca.
Vejam o exemplo da Grécia! Consciencializaram-se que estavam a ser assaltados pelo FMI; deixaram de pagar impostos e serviços e os bancos até tremeram! Não deixes que Portugal caia no abismo!
Facebook do evento:
Facebook: http://www.facebook.com/events/142937589143789/
Imprime e distribui:
CARTAZ:
Exterior do Panfleto(folha A4 dobrada em dois):
Interior:
Em caso de duvidas ou se pretendes apoiar este boicote contacta:
mtg-king@hotmail.com
O sucesso do Boicote ao Pagamento dos Transportes Públicos depende de todos nós!
FAÇAMOS NÓS OS CORTES, EM JANEIRO NINGUÉM PAGA TRANSPORTES!




