Pinheirinho

January 26th, 2012

bancocracia

January 20th, 2012

o trabalho

January 20th, 2012

nenhum trabalho é melhor que trabalho nenhum…

a dívida como motor na reproduçao do capital..

January 19th, 2012

Considerações finais

O desenvolvimento do sistema de crédito no capitalismo contemporâneo criou um
conjunto amplo e complexo de instituições e instrumentos financeiros cuja função
principal é a reprodução do capital na esfera puramente financeira. Uma parte desse
capital transita pela esfera produtiva, mas a maior parte dele se reproduz de forma
puramente fictícia, nas bolsas de valores, nas bolsas de mercadorias e no mercado de
títulos públicos. Os principais instrumentos dessa valorização fictícia são as ações, os
derivativos e em particular a dívida pública.
Nos países subdesenvolvidos, a constituição desse sistema de crédito permite a
integração financeira ao sistema mundial e funciona como uma plataforma de
transferência de mais-valia para o centro do imperialismo, os Estados Unidos e seus
associados, comandado e orquestrado pelo FMI e pelo Banco Mundial. Assim, no
interior dos países subdesenvolvidos desenvolveu-se uma fração da burguesia que se
aliou estreitamente com as frações da burguesia internacionalizada comungando os
mesmos interesses, o que reafirma a necessidade de que a luta de classes também se
desenrole em escala internacional.

A dinâmica da dominância financeira contemporânea centrada no capital especulativo e
parasitário aponta para crises financeiras recorrentes, pois a reprodução ampliada do
capital na esfera puramente financeira exige continuamente uma punção crescente sobre
a mais-valia gerada na esfera produtiva, ou seja, aumento contínuo na taxa de
exploração da força de trabalho que encontra limites objetivos determinados pelo
próprio desenvolvimento das forças produtivas. O resultado desse processo é a
necessidade imperiosa de desvalorização do capital fictício acumulado cujo desenlace é
retardado pela intervenção do Estado que contribui ativamente, através da dívida
pública, na manutenção desse capital fictício.

ler o artigo: Nakatani Paulo / O_PAPEL_E_O_SIGNIFICADO_DA_DIVIDA_PUBLICA_NA_REPRODUÇÃO_DO_CAPITAL_

totalement, tendrement, tragiquement…

January 17th, 2012

Camille: Tu vois mes pieds dans la glace?
Paul: Oui.

Camille: Tu les trouves jolis?
Paul: Oui, très.

Camille: Et me chevilles, tu les aimes?
Paul: Oui.

Camille: Tu les aimes mes genoux, aussi?
Paul: Oui, j’aime beaucoup tes genoux.

Camille: Et mes cuisses?
Paul: Aussi.

Camille: Tu vois mon derrière dans la glace?
Paul: Oui.

Camille: Tu les trouves jolies mes fesses?
Paul: Oui… très. (…)

Camille: Et mes seins, tu les aimes?
Paul: Oui, énormément. (…)

Camille: Qu’est-ce que tu préfères: mes seins, ou la pointe de mes seins?
Paul: Je sais pas. C’est pareil.

Camille: Et mes épaules, tu les aimes?
Paul: Oui.

Camille: Moi je trouve qu’elles sont pas assez rondes… Et mes bras?
Paul: Oui.

Camille: Et mon visage?
Paul: Aussi.

Camille: Tout? Ma bouche, mes yeux, mon nez, mes oreilles?
Paul: Oui, tout.

Camille: Donc tu m’aimes totalement!
Paul: Oui. Je t’aime totalement, tendrement, tragiquement.

Camille: Moi aussi, Paul.

Mr. Tambourine

January 15th, 2012

o desconhecido

January 13th, 2012

Os homens temem este desconhecido no qual entraria se renunciassem à actual ordem de vida conhecida. Sem dúvida, é bom temer o desconhecido, quando a nossa situação conhecida é boa e segura; mas este não é o caso e sabermos, sem margem de dúvida, que estamos à beira do abismo.

Liev Tolstoi

o caminho faz-se caminhando

January 13th, 2012

“Neste panorama sombrio, o caminho que estamos a percorrer pode abrir, mesmo assim, novas possibilidades: o esvaziamento do sentido social do Estado e a sua crise de legitimidade podem facilitar a reaproximação dos movimentos sociais do pensamento e da prática antiestatista libertária.

Também a derrocada do mito do socialismo de Estado deixa em aberto o campo da alternativa real aos sistemas de dominação, no qual se poderá afirmar o socialismo libertário ou, se quisermos, uma velha tradição igualitária e autogestinária presente nos movimentos sociais rebeldes e revolucionários dos últimos séculos. Com a derrota da estratégia leninista de tomada do poder, de utlização do estado para a criação de um <<socialismo>> por etapas, e com a derrota do mito  da excelência da economia centralmente planeada, que só gerou instablidade, desilugadade e burocracia, a pertinência dos valores anarquistas, do socialismo orgâncio, federlaista e descentralizado, tonra-se ainda maior para os que não abdicam de pensar e lutar por uma alternativa ao quei aí está.

O capitalismo, quer perdura como barbárie, subste antes uma contradição básica do nosos tempo, que pode ser resumida nas  palavras de Marcuse: <<A revolução que necessária parece ser a amis improvável. >> Improvável porque somente fortes movimentos sociais autónomos e libertários poderiam rompaer radicalmente a teia de um sistema repugnante que envolve todas as classes e grupos sociais, em que os processos de alienação se confundem com a cumplicidade consciente dos actores sociais, no que La Boétie já aplidava, no s´culo XVI, de servidão voluntária.

A partir daqui, de uma realidade adversa mas contraditória, o anarquismo poderá ainda lutar por retomar o seu papel nos movimentos sociais – nos velhos mas, principlamente, nos novos movimentos – o que vai depender, pelo menos em parte, da vontade, lucidez e acção dos libertários, mas também da capcidade de recriar um pensamento e uma estratégia radical adequada ao nosso tempo, superando as ilusões e as saudades de uma época em que as bandeiras negras e vermalhas esvoaçaram em Lisboa, São Paulo, Paris e Barcelona.

Por mais que os ideólogos do Poder e a corte de acólitos arrependidos proclamem o fim da Históra com a eternização do capitlaismo, o dia a dia nega mais este determinismo histórico de que nos querem convencer até os que há não muito tempo declaravma, coma mesma fé, o fim anunciado deste mesmo sistema. Mesmo que não possamos descartar a hipótese, ja um dia levantada por Mannheim, de o mundo <<estar a entrar numa fase de aparência estática, uniforme e inflexível>>.

Mesmo assim o futuro será sempre uma possibilidade em aberto, e os seres humanos, com todas as condicionantes culturais e materiais, poderão realizar as suas utopias ou pelo menos, lutar por isso. Para nós anarquistas, o socialismo libertário, a comunidade orgânica da Humanidade, continua a ser um imperativo para a radical humanização das sociedades.”

M. Ricardo de Sousa Os caminhos da Anarquia, Letra Livre

Convocatória: Segunda Assembleia Popular Barreirense. Sábado, 15h – Parque Catarina Eufémia

January 12th, 2012

Data: 14 de Janeiro, 15 horas. Parque Catarina Eufémia.

Convocatória:
Somos cidadãs e cidadãos em exercício da nossa soberania. Reconhecemos que o nosso campo de acção político está relegado a um papel passivo que não vai além do compromisso com o Estado por meio do imposto ou do voto. Intermediado por organismos e instituições burocratizadas, corporativas e hierarquizadas que controlam e condicionam o poder efectivo sobre a decisão das questões fundamentais da gestão do nosso quotidiano.
No momento em que a mensagem que nos chega dos nossos Governantes é a da união em torno de soluções apresentadas como inevitáveis, decidimos reunir-nos em Assembleia Popular livre, num exercício de cidadania pacífico, apartidário e laico, que pretende tomar a palavra no processo de resgate das nossas vidas. Conscientes da responsabilidade que este tempo histórico nos confia, em todo o mundo pessoas como nós estão a tomar as ruas na busca de soluções que nos levem a superar os problemas imediatos, mas também buscar novas formas de organização e gestão para a nossa vida social e comunitária. Convocamos todas e todos os que se sintam igualmente perplexos com o cenário actual e aspirem a assumir um papel activo, para que possamos juntos discutir livremente e em pleno direito as formas de resolver os problemas que o presente nos coloca.

 

Regulamento da Assembleia Popular
Estrutura da Assembleia
Leitura das normas de funcionamento da Assembleia por um membro da mesa.
1h Debate Aberto
1h Apresentação de propostas para Grupos de Trabalho e resumo das actividades em curso.
Fecho: Decisão da data para a próxima Assembleia / Reunião dos grupos de trabalho

Funcionamento da Assembleia.
- Todas as pessoas são livres de participar e tomar a palavra compreendendo a necessidade de eficiência deste órgão e respeitando todas e todos os intervenientes segundo os princípios de boa convivência. Para cada tomada de palavra deve ser cumprido um tempo máximo de 5 minutos.

- A Assembleia não tem um carácter legislativo ou executivo sobre as pessoas que a constituem. A vontade soberana desta Assembleia expressa-se no exercício prático dos desafios e propostas que são lançadas de e para cada participante.

- Antes de cada sessão é necessário que, de entre as pessoas reunidas, existam três voluntárias ou voluntários para cumprir a execução das tarefas que garantam o seu funcionamento, a saber:

- Uma pessoa responsável por recolher as inscrições para tomar a palavra e propostas de nova data para a assembleia.
- Uma pessoa responsável pela moderação do tempo de cada intervenção e pelo respeito pela ordem da inscrição.
- Uma pessoa responsável pela redação de um documento que possa resumir os temas abordados. Este documento deverá depois ser assinado pela redactora ou redactor e tornado público através da publicação no site e leitura no início da sessão seguinte. Qualquer tomada de posição presente neste documento será da responsabilidade da autora ou autor. Não há, por isso, prejuízo de que outras pessoas possam redigir documentos no mesmo sentido.

Estes três voluntários ficam com a responsabilidade de tratar da logística necessária para a assembleia seguinte.

- A decisão sobre a data de uma nova Assembleia é feita segundo o maior número de disponibilidades dos presentes. Junto da pessoa responsável devem ser feitas propostas no sentido de uma nova data para Assembleia que será escolhida após a consulta de quem participe na mesma.